:: NÓIS DO TEATRO - LADO A ::


Tamo de vorta!!!



MUDANÇA DE PLANOS

Bom, amanhã Nóis iríamos em uma "comitiva de maquiagem" comprar nosso kit, mas vamos adiar para a próxima semana. Amanhã vamos somente para pesquisar preços lá na 25 de março. A Eleni, que mora próximo à loja de fábrica, fará o mesmo por lá. Depois de preços comparados, decidiremos se o melhor é comprar tudo na 25, tudo na Praça da Árvore ou se vale mais a pena comprar nas duas lojas.
Então a comitiva fica para o próximo sábado!!



TRABÁIO DO VIGNATI

Não esqueçam que terça-feira agora, dia 01/03, é o último dia para a entrega do trabalho que o Vignati pediu no primeiro dia de aula: Aquelas 10 a 15 linhas falando qual o papel do ator na sociedade hoje em dia...



NÓIS INDICA - WORKSHOP

A indicação de hoje partiu de nosso coleguinha Comitre, vulgo, Bruno (Hehehehehehe...):


O Clown e a Improvisação Teatral

Serão abordados nestes encontros, dois aspectos importantíssimos para o trabalho teatral:
A Poética do Clown, isto é, o Ser cômico de cada um, lírico, poético e transparente. E a Improvisação Teatral, com a qual serão desenvolvidas as capacidades criativas, imagéticas e narrativas de cada um; verdadeira vida espontânea das palavras e dos gestos. Desta forma, a união destas duas técnicas, promove um jogo cênico ágil, dinâmico e divertido.


Os Ministrantes

Leon Carvalho e Jamille Farath optam há alguns anos, por um trabalho em que o ator é antes de tudo criador de sua arte.
"Nosso trabalho busca valorizar as idéias originais de cada ator, e este é alicerçado, essencialmente, pelo trabalho físico do ator. Assim, buscamos a edificação de um corpo disponível para o jogo cênico e o aprimoramento de suas capacidades energéticas e criativas. Estivemos na Europa, onde estudamos com grandes mestres do teatro europeu, como Ana Vasquez de Castro, aluna de Jacques Lecoq; Fabio Mangolini, ator do Piccolo Teatro de Milão e professor da École Marcel Marceau e Pablo Pundik, presidente da Liga de Improvisação Madrileña. Aqui no Brasil, buscamos nosso aprimoramento técnico, através de treinamento constante, pesquisas e mantendo contato com outros grupos teatrais de renome do cenário teatral brasileiro".


Público

Atores e não atores, com ou sem experiência em Clown e Improvisação.


Onde, quando, como...?

Dias:
19 e 20 de Março - 16 e 17 de Abril
21 e 22 de Maio - 18 e 19 de Junho
sempre das 15h às 18h.

Local:
Espaço 7 Para as Artes do Corpo
R: Dona Antônia de Queirós, 474 - conj.7
Higienópolis - SP
Tels: (11) 3151-2031 / 8244-6028
E-mail: espaco7@ig.com.br 


Segundo o Bruno, no final do workshop é dado o certificado direitím e o valor é R$62,00 (se não me engano). Bom, qualquer coisa, deixei todos os dados aí em cima. É só entrarem em contato.



Por hoje é só!!! Inté!!!



 Escrito por Thiago Matheus às 03h19
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Óia Nóis aqui trá vêis novamente de novo uma outra vez!!!
Ok, ok... Sem gracejos, sem piadinhas... Vamos esquecer o meu tombo na aula de esgrima... Já passou, perdeu a graça... aliás, nem teve graça!! Hunf!!!
Aliás, tô podre!!!



ERAM TODOS MEUS FILHOS

Bom, ontem foi escolhido o texto que Nóis vamos montar. Devido ao recente falecimento de Arthur Miller e como uma espécie de homenagem, montaremos "Eram Todos Meus Filhos" do próprio, com tradução e adptação de Roberto Vignati, nosso diretor.
Antes de ontem, coloquei aqui algumas coisas sobre o Tennessee Williams (uma das opções que Nóis tinhamos), mas o autor é outro e agora vou colocar algumas coisas sobre ele. O que não significa que as informações sobre o Tennessee foram perdidas e muito menos inúteis!!! (Como certa pessoa aí disse, viu?) Afinal das contas, Nóis é do Teatro e por isso mesmo, Nóis é Cultura!!!
Bom, vamos ao que interessa:

ARTHUR MILLER



Arthur Miller nasceu na cidade de Nova York, em 17 de outubro de 1915. A ruína econômica de sua família, precipitada pela grande depressão da década de 1930, obrigou-o a trabalhar como auxiliar num armazém para custear os estudos na Universidade de Michigan, onde começou a escrever suas peças. Miller era filho de um casal de imigrantes judeus polacos: Isadore, um empresário têxtil, e Augusta, dona-de-casa. O casal teve ainda dois filhos, Kermit e Joan. A família vivia numa "penthouse", em Manhattan, com vista sobre Central Park até ao momento em que Isadore ficou arruinado com a Grande Depressão. Em 1940, Miller casou-se com a sua namorada, desde o colégio, Mary Slattery. Tiveram dois filhos, Jane e Robert. Esteve isento do serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial devido a uma lesão que contraíra num jogo de futebol americano.

As obras do dramaturgo americano Arthur Miller exerceram grande influência no teatro do século XX e criaram novos modelos no que se refere à temática social e à profundidade psicológica dos personagens.
Seu primeiro sucesso foi Focus (1945; Foco), romance sobre o anti-semitismo, e All My Sons (1947; Todos eram meus filhos), inspirada no teatro de Ibsen, foi sua primeira peça importante.

A sua peça, de 1949, Morte de um Caixeiro Viajante venceu o Prémio Pulitzer e três Prêmios Tony, bem como o prémio do Círculo de Críticos de Teatro de Nova Iorque. Foi a primeira peça a conseguir os três simultaneamente. A sua peça seguinte, The Crucible ("As Bruxas de Salém" ou as "Feiticeiras de Salém", na versão brasileira), inaugurou-se na Broadway a 22 de Janeiro de 1953. Em 1956 divorciou-se. Em Junho do mesmo ano, comparece perante a House Un-American Activities Committee ("Comité parlamentar das actividades antiamericanas"), depois de ter sido denunciado por Elia Kazan como tendo participado em reuniões do Partido Comunista. No final desse mesmo mês (29 de Junho), casa-se com Marilyn Monroe, que tinha conhecido oito anos antes, apresentado, exatamente, por Kazan.

A 31 de Maio de 1957, Miller é considerado culpado de desobediência ao Congresso por recusar-se a revelar os nomes dos membros de um círculo literário suspeito de pertencer ao Partido Comunista. A sua condenação foi anulada pelo Tribunal Federal de Apelação (U.S. Court of Appeals) a 8 de Agosto de 1958. No mesmo ano publica as suas peças na colectânea Collected Plays.

Divorcia-se de Marilyn a 24 de Janeiro de 1961. Casa-se, um ano mais tarde, com Inge Morath, a 17 de Fevereiro de 1962. Conheceram-se enquanto os fotógrafos da agência Magnum documentavam a realização do filme The Misfits ("Os Inadaptados" ou "Os Desajustados", na versão brasileira). Tiveram duas crianças, Rebecca e Daniel. De acordo com o biógrafo Martin Gottfried, Daniel nasceu a 1962 com Síndroma de Down. Miller pôs o filho à guarda de uma instituição em Roxbury, Connecticut, e nunca o visitou (ainda que a sua mulher o fizesse). Miller não fala de Daniel na sua autobiografia Timebends, de 1987.

Em 1985, Miller visitou a Turquia e foi homenageado na Embaixada Americana. Depois de o seu companheiro de viajem Harold Pinter ter sido expulso do país por discutir a tortura, Miller deixou o país em solidariedade para com o colega.

Inge Morath morreu a 30 de Janeiro de 2002. A 1 de Maio do mesmo ano, Miller venceu o prémio espanhol Príncipe Astúrias de Letras por ser, segundo os atribuidores do prémio "o mestre indiscutível do drama moderno". Entre os premiados anteriores encontravam-se, por exemplo, Doris Lessing, Günter Grass e Carlos Fuentes.

Em Dezembro de 2004, com 89 anos, anunciou que pretendia casar com uma artista de trinta e quatro anos chamada Agnes Barley com quem vivia desde 2002 na sua quinta em Roxbury. A 10 de Fevereiro de 2005, Arthur Miller morre em casa de insuficiência cardíaca crónica (é também referido, em algumas fontes, que sofria de cancro, tendo o seu estado de saúde piorado devido à uma pneumonia).

As obras do dramaturgo americano Arthur Miller exerceram grande influência no teatro do século XX e criaram novos modelos no que se refere à temática social e à profundidade psicológica dos personagens.



E agora vão os filmes

OS DESAJUSTADOS (The Misfits, EUA, 1961)



O último filme de Clark Gable e Marilyn Monroe, uma parábola de Arthur Miller sobre o fim do Velho Oeste. Clark Gable está no papel de Gay Langland, um cowboy que planeja, com seus amigos Guido (Eli Wallach) e Perce Howland (Montgomery Clift), capturar cavalos selvagens e vender a carne como comida para cachorros. E Marilyn Monroe está no papel de Roslyn, a nova namorada de Gay, uma ex-stripper recém-divorciada e sem esperanças. Ela fica horrorizada com a vida dos cowboys e acha a idéia de matar os cavalos repulsiva, mas mesmo assim eles levam o plano adiante.

Diretor: John Huston
Elenco: Marilyn Monroe, Clark Gable, Montgomery Clift, Thelma Ritter, Eli Wallach, Estelle Winwood.
Duração: 124 min


AS BRUXAS DE SALEM (The Crucible, EUA, 1996)



No século 17, adolescentes de Salem são flagradas em um ritual demoníaco numa clareira da floresta. Uma delas, Abigail Williams (Winona Ryder), tinha se envolvido com John Proctor (Daniel Day-Lewis), um fazendeiro casado com quem trabalhou. Mas após o fim do caso foi despedida. Por isso, desejava a morte de Elizabeth Proctor (Joan Allen), a esposa dele. Questionadas sobre a feitiçaria, começam a apontar pessoas mais velhas, das quais não gostam, como mentores. Adaptação da peça de Arthur Miller escrita nos anos 50.

Diretor: Nicholas Hytner
Elenco: Daniel Day-Lewis, Winona Ryder, Paul Scofield, Joan Allen, Bruce Davison, Rob Campbell.
Duração: 124 min.


CONTINUA...


 Escrito por Thiago Matheus às 03h01
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CONTINUANDO...



AMARGA SINFONIA DE AUSCHVITZ (Playing for Time, EUA, 1980)



Vanessa Redgrave é Fania Fenelon, uma cantora judia que vive em Paris na época da invasão nazista. Levada ao campo de concentração de Auschvitz, Fenelon está certa que seu destino é igual aos dos outros prisioneiros. Mas os nazistas têm outros planos para ela: Fenelon e outras mulheres com habilidades musicais passam a integrar a orquestra de prisioneiros. O filme levanta uma série de questões sobre coragem, culpa e sobrevivência a qualquer preço. Vencedor dos prêmios Emmy de Melhor Atriz, Atriz Coadjuvante e Roteiro, em 1981.

Diretor: Daniel Mann
Elenco: Vanessa Redgrave, Marisa Berenson, Jane Alexander, Maud Adams, Shirley Knight,Mady Kaplan, Marta Heflin, Melanie Mayron, Anna Levine, Viveca Lindfors, Max Wright, Christine Baranski.
Duração: 150 min.

Esse último, como foi um filme feito para a tv, deve ser mais difícil de encontrar. Isso se tiver por aqui.




MAQUIAGEM (TANTO PARA O A QUANTO PARA O B)


Bom, para os que faltaram hoje, o fessôr de maquiagem deu mais uma semana de prazo pra gente comprar o kit, já que semana que vem (02/03. Putz, já tamo em Março, quase!!! Carái...) não teremos aula com ele. (Mas a de esgrima tá de pé!!! Olha o golpe!!!)
Ainda nesse assunto... Nóis tá marcando de sábado agora, ir "em comitiva" lá no centro pra comprar as coisas de maquiagem. Porque assim a gente vê se consegue um descontím que seja e aproveita para ajudar aqueles que (como eu) não sabem a direfença entre um Pan Stick, um Pan Cake e uma Panificadora!!!!
Vamos nos animar-mos a Nóis mesmos pra irmos todos juntos, porque vai ser mió pra todo mundo!!!

Aliás, tava pensando aqui... (Calma, calma, calma!!! É só uma idéia!!!) Já que semana que vem a gente não vai ter aula de Maquiagem, que seria nossa primeira aula do dia, a gente podia alugar um dos filmes do Miller e ver lá na facul!!! Assim a gente já ficava lá pra aula de esgrima depois e não precisaria marcar um dia na casa de alguém pra ninguém ir!!! Bom, é uma idéia... Para aqueles que não pensam em dar o golpe na quarta-feira pela falta de uma aula...


Por hoje foi só!!!!!


 Escrito por Thiago Matheus às 02h58
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E aí, cambada de atorezinhos sem talento dos infernos??? (E a simpatia paira... Hehehehehehehe...). Tudo bão com o 6?? Óia Nóis aqui trá vêis!!! Então, vamos ao que interessa:



DIVISÃO OFICIAL E ATUALIZADA

Hoje, finalmente, foi divulgado no blog do Zé, o Carlos, a lista oficial das tchurmas A e B. E a lista ficou assim:

TCHURMA A (de atores, como disse sei lá quem um dia aí...)

Bruno Comitre de Souza, Carmem Pinheiro da Silva, Daniela Martins, Frederico Tomasello, Jaqueline Putrich, Juliana Bento, Juliana de Azevedo, Leandro Caldarelli, Simone Domenech, Thiago Matheus, Dara Sabino Calaça, Daniela Carolina, Marina Gonsales.


TCHURMA B (de bons, como disse alguém retrucando o do "atores")

Andréa Rocha, Camila Sotero Borges, Claudinéia Gonçalves, Eleni Lima, Idalina Celano, Juliana Celestino, Lucidalva Ribeiro, Telma Dias, Christiane dos Santos, Jonas Gonzaga, Dimas Campos, Lilian de Souza, Priscila De Mingo.


Aliás, agora que a lista saiu, gostaria de saber quem são essas pessoas estranhas: Carmem Pinheiro da Silva?!? Lucidalva Ribeiro??? Telma Dias?! Jonas Gonzaga??? Quem são esses seres estranhos??? Hehehehehehehehe...



TENNESSEE WILLIAMS

Bom, como todos já sabemos, Tennessee Williams é um dos autores que Nóis pode montar esse semestre. Hoje, por exemplo, lemos um trecho da peça À Margem da Vida. Aliás, na aula de hoje eu realmente percebi como o nosso tempo é curto, como a gente tem que fazer tudo na correria e como a gente perde o melhor do processo, né? Como seria bom se a gente pudesse destrinchar um texto inteiro da mesma forma que o Vignati fez com uma página de uma cena, né? Bom, mas a vida não é assim e a faculdade menos ainda, então vamos voltar à nossa realidade.
Vou colocar agora um textím aí sobre o Tennessee Williams, só para dar uma leve situada no autor, e alguns filmes pra quem se interessar, poder dar uma olhada em suspostos textos para esse semestre, né? Afinal, o tempo tá passando, o tempo tá voando...

Tennessee Williams



Nascido em Columbus em 26 de março de 1911, Sul dos Estados Unidos. Em 1914, foi viver em St. Louis, Mississípi. Aos olhos do pai, Cornellius Williams, Tennesse parecia um menino frágil e inconsequente. Aristocratas decadentes, os avós maternos acobertavam a precariedade econômica e o ocaso social através de requintes cotidianos, fineza nos gestos e formalismos nas relações pessoais.

Em 1931, ingressou na faculdade de jornalismo e sofreu nova ofensiva do pai quando foi recusado pelo exército. Veterano de guerra, o pai considerou a isenção do filho na carreira militar como uma afronta pessoal. Para puni-lo, obrigou-o a abandonar o jornalismo e empregou-o como auxiliar na fábrica de calçados.

CONTINUA...


 Escrito por Thiago Matheus às 02h54
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CONTINUANDO...


A partir daí, Tennessee passou a freqüentar bares onde se promoviam orgias e bebedeiras. Viciando-se pouco a pouco no ócio e no álcool, sofreu um penoso processo de degradação física e mental. Acabou internado num sanatório - alcoólatra, considerado inútil e ocioso.

Ainda no sanatório, Tennessee esboçou seu primeiro texto teatral, Cairo! Xangai! Bombaim!(1935), onde demonstrava o mundo marginal que o conduzira ao esgotamento nervoso. Ainda sobre o mesmo tema, escreveu mais três peças: The Magic Tower (1936), Candles to the Sun (1936) e The Fugitive Kind (1937). Esses primeiros trabalhos apesar de terem sido bem recebidos pelo público da cidade de Memphis - onde convalescia -, não o arrancaram do anonimato.

Ansioso por promover-se além do amadorismo, Tennesse fez uma nova tentativa, enviando quatro peças de um ato para um concurso de dramaturgia de Nova York. A coletânea, reunida sob o nome de American Blues, foi premiada com a quantia de 100 dólares.

Tennessee escreveu sua primeira peça realmente estruturada em termos teatrais: À Margem da Vida (The Glass Menagerie, 1945) baseada no episódio de sua vida em que refugiou-se em seu quarto pintado de branco e enfeitado com um zoológico de animaizinhos, tudo para tentar fugir da insensibilidade do pai e da miséria em que vivia. Encenada com estrondoso sucesso de público e crítica, a peça colocava-o, finalmente, na vanguarda teatral, chamando a atenção dos principais produtores dos Estados Unidos.

Procurado com insistência pelo meio teatral e elogiado pela imprensa, Tennessee Williams entrou na roda viva do sucesso. Em 1944 submeteu-se a uma operação de catarata e foi convalescer no México, onde pela primeira vez, depois de sentir o gostinho do sucesso, conseguiu um pouco de tranqüilidade. Criticou-se e comentou o mal que a fama lhe fizera num artigo belíssimo: A Catástrofe do Sucesso. Mais duas peças nasceram desse período de crítica e repouso: Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire, 1947) e Anjo de Pedra (Summer and Smoke, 1947).

Um Bonde Chamado Desejo também possui como tema central a luta moralista e obsessiva. Blanche é a alma e Stanley o corpo da peça. Stanley Kowalsky, o principal personagem masculino, tem muito da violência do velho Cornellius, o pai de Tennessee. Blanche Dubois, a protagonista, é sobretudo uma criatura sensível, semelhante à figura de sua mãe.

Mas, se Anjo de Pedra foi sucesso de público, Um Bonde Chamado Desejo foi além do esperado. Encenado em todo o mundo, a peça foi traduzida em várias línguas e deu a Tennessee os prêmios Pulitzer e Critic’s Award.

Tennessee foi descansar em Roma. Pela primeira vez não se sentia estéril ao término de uma peça, e já estava produzindo um romance: A Primavera da Sra. Stone (The Roman Spring of Mrs. Stone, 1950) e uma nova peça, A Rosa Tatuada (The Rose Tattoo, 1951). Este foi o primeiro texto onde não se vê apenas sofrimento e marginalidade. Mas a montagem de 1951 trouxe o primeiro fracasso: "A Rosa" não foi bem recebida pela crítica, que detestou seu otimismo lírico. Deprimido com o fracasso, retomou uma antiga peça em um ato, Ten Blocks on Camino Real e escreveu Camino Real (1953). Mas os aplausos não vieram. A peça foi considerada vazia e idealista.

Em 1955 escreveu Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot tin Roof), que lhe rendeu novamente a alegria perdida dos aplausos. E os prêmios Pulitzer e Critc’s Award. Menos ansioso, escreveu a peça de que mais gosta: A Descida de Orfeu (Orpheus Descending, 1955), recolocando nela o tema da alma torturada pelo desejo. Desta vez, com mais veemência, a crítica o arrasou, e Tennessee ficou gravemente abalado em sua autoconfiança. Afinal, se "Orfeu" seria, em sua opinião, a melhor peça que escrevera, por que esse repúdio da crítica?

Com a morte do pai, em 1956 e tendo perdido a avô em 1958, Tennessee decidiu fazer psicanálise. Preferiu mergulhar em seus fantasmas interiores, mesmo que esse mergulho o ferisse mais que o fracasso. No Último Verão (Suddenly Last Summer, 1958) é a peça da chamada "fase psiquiátrica", também chamada de "fase antropofágica". E acabou exatamente quando o dramaturgo deixou as sessões de psicanálise.

Tennessee ingressou numa nova etapa, fusão de todas as anteriores. Doce Pássaro da Juventude (Sweet Bird of Youth, 1959), Período de Ajustamento (Period of Adjustment, 1960) e Noite do Iguana (The Night of the Iguana, 1962) são as principais peças escritas depois da psicanálise. Elas continham os mesmos temas dos outros textos - solidão, marginalidade e violência - mas não agradaram à crítica. A mesma trama reaparece em The Milk Train Doesn’t Stop Here Anymore (1964) que mais tarde seria adaptada para o cinema.

Tennessee escreveu ainda The Seven Descendents Of Myrtle (1968) e o conto O Campo das Crianças Tristes, onde desafogou o sofrimento no período de repressão, foi publicado na revista Weird Tales. Ali o autor usaria, pela primeira vez, um pseudônimo.

Quanto aos sucessos e fracassos, Tennessee afirmou: "Cada escritor, ao longo de sua vida, exprime um único tema. Para mim, esse tema é a necessidade de compreensão".

Tennessee Williams morreu em 25 de fevereiro de 1983 em Nova York, foi encontrado morto em seu quarto com um tampão na boca.


CONTINUA...


 Escrito por Thiago Matheus às 02h46
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CONTINUANDO...



Filmes que Nóis pode alugar

À MARGEM DA VIDA (The Glass Menagerie, EUA, 1987)



Baseado na peça de Tennessee Williams, o filme retrata a vida de três membros de uma família complicada e decadente do sul dos Estados Unidos: a mãe possessiva, a filha frágil e tímida, e o filho, que se refugia no mundo de seus sonhos para suportar a dura realidade.

Diretor: Paul Newman
Elenco: Joanne Woodward, John Malkovich, Karen Allen, James Naughton.
Duração: 134 min.
Gênero: Drama


UM BONDE CHAMADO DESEJO (A Streetcar Named Desire, EUA, 1951)



Adaptação de peça famosa de Tennessee Williams, que virou um dos filmes mais cultuados do cinema.
Vivien Leigh é Blanche Dubois, uma personagem enigmática e presa em uma atmosfera de fantasia. Depois de uma temporada longe, ela volta para a casa da irmã (Kim Hunter), casada com o rude Kowalski - interpretado por um Marlon Brando no auge de sua beleza. Kowalski pensa que ela está querendo oferecer uma herança que legalmente pertence à Stella. Mas, na verdade, Blanche está tentando esquecer seu passado e recomeçar sua vida.
Ganhou quatro Oscars: Melhor Filme, Atriz (Vivien Leigh), Atriz Coadjuvante (Kim Hunter) e Ator Coadjuvante (Karl Malden).

Diretor: Elia Kazan
Elenco:  Vivien Leigh, Marlon Brando, Kim Hunter, Karl Malden, Rudy Bond.
Duração: 122 min.
Gênero: Drama


DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO (Suddenly, Last Summer, EUA / Reino Unido, 1959)



Adaptação da peça de Tennessee Williams, The Roman Spring of Mrs. Stone. A história se passa em Nova Orleans, em 1937. Katharine Hepburn, indicada ao Oscar pela sétima vez, está no papel da rica viúva Violet Venable, que quer que um cirurgião (Montgomery Clift) faça uma lobotomia em sua sobrinha Catherine (Elizabeth Taylor, também indicada ao Oscar). Catherine sofre de terríveis pesadelos e impulsos violentos desde a morte do primo, filho de Violet, quando os dois viajavam pela Europa no último verão. Na verdade, Venable quer a lobotomia porque teme que Catherine revele o terrível segredo por trás da morte de seu filho.

Diretor: Joseph L. Mankiewicz
Elenco:  Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Montgomery Clift, Albert Dekker, Mercedes McCambridge.
Duração: 114 min.
Gênero: Drama



NÓIS INDICA - CINEMA

Olha aqui... Tem certas pessoas, que chegaram no blog ontem, sabe? E já tão querendo tomar conta da bagaça!!! Além de atrapalhar uma seção tradicional deste blog que é a de indicações cinematográficas!!! Não quero falar o nome da tal pessoa, mas é um tal aí que toma conta de um tal de blog B, sabe?
Hehehehehehehehe... Brincadera, Dimão!!! Mas de quarqué forma, aqui vai uma segunda indicação , que aliás, já tinha escrito ontem, pra dar tempo de transpor uma entrevista:

Bom, sábado agora a gente tentou marcar uma sessão cinema entre Nóis, mas acabou não dando certo, porque o povo sempre acaba dando pra trás!!! Bom, não deu certo para os que não foram, porque para Nóis, apenas 3, que fomos, a coisa não só deu certo, como voltamos aqui para uma indicação. E o filme da vez é o espanhol: MAR ADENTRO.
Para os menos informados, Mar Adentro, baseado em fatos reais, conta a história de Ramón Sampedro, espanhol que lutou durante quase 30 anos pelo direito de se matar, após ficar tetraplégico num mergulho "mal calculado" no mar, aos 20 e poucos anos.
Muuutcho bom o filme: Vejam!!! (Como eu comentei com o Dimas: "Tá tendo uns filmes bons ultimamente, hein?"). É um filme sensível, sem cair no melodrama, até engraçado algumas vezes e com um elenco... Aliás, que elenco!!! Tem um prêmio aí, não lembro qual, que tem entre suas categorias: Melhor Elenco. Com certeza deveria ir para esse filme!!!
E é claro que o destaque do elenco vai para Javier Bardem. Há umas indicações atrás eu perguntei onde estava a indicação ao Oscar para o Paul Giamatti (do Sideways), né? A mesma pergunta vale para o Javier Bardem, irreconhecível, graças à maquiagem e ao seu estupendo trabalho!!! (Estupendo...? Acho que é a primeira vez que uso essa palavra!!).
Bom, como não poderia faltar, em baixo vai, ou melhor, vão os cartazes do filme para ilustrar essa indicação:

         


Coloquei os dois cartazes para ilustrar, também, as duas fases da personagem e o trabalho de maquiagem.

 
CONTINUA...


 Escrito por Thiago Matheus às 02h29
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CONTINUANDO...


Bom, e como tô sem fazer nada, aqui vão alguns trechos de uma  entrevista com o Bardem para a divulgação do filme:

Como vc reagiu ao convite de Alejandro Amenábar (diretor) para fazer esse personagem?
A minha primeira reação foi ficar muito honrado, porque eu sabia que era um personagem profundo. Mas conversamos muito sobre essa idéia. Nós dois achávamos que seria legal se eu fosse o protagonista, mas ao mesmo tempo não tínhamos certeza absoluta. Fiquei meses pensando nisso. Percebi que precisava saber se a maquiagem funcionaria, para que as pessoas acreditassem na idade do personagem, que é vinte anos mais velho do que eu. Foi só quando me vi maquiado pela primeira vez que acreditei que seria capaz.

Como era feita a maquiagem?
O processo todo era muito longo. Eu era maquiado das 5 às 10 da manhã, e depois filmava de 11 até às 10 da noite. Durante as gravações, desenvolvi uma reação alérgica. Mas logo descobrimos que a alergia não era causada pela maquiagem, e sim por um creme que eu passava depois das gravações. Se fosse a maquiagem, não daria para continuar o filme, porque eu usava o único material possível para a aquela trasnformação. As gravações pararam por uns três dias, que foram muito tensos, mas depois tudo voltou ao normal. Eu diria que a maquiagem era 50% do meu trabalho. Me sentia com 55 anos e conseguia incorporar o personagem.

A história de Ramón Sampedro ficou muito conhecida na Espanha e no mundo todo. Foi difícil interpretar um personagem cuja imagem ainda está fresca na cabeça das pessoas?
O caso de Ramón ficou famoso na Espanha porque quando ele morreu, em 1998, muito se discutiu a respeito da eutanasia e do direito de escolher entre a vida e a morte. depois de algum tempo, o debate arrefeceu um pouco. Mas agora que o filme foi lançado, tudo voltou à tona. É sempre um desafio interpretar uma pessoa que realmente existiu, é preciso tomar cuidado com todos os detalhes. Mas eu me considero uma pessoa de sorte, porque em papéis importantes de minha carreira, como em Mar Adentro e Antes do Anoitecer, fiz dois personagens contemporâneos. Então pude ler reportagens, ver entrevistas e vídeos, conversar com amigos e familiares, coisas que ajudam a saber como essas pessoas eram de verdade. O desafio é respeitar essas pessoas, seguir os seus caminhos e tentar entender seu caráter, sem qualquer julgamento. No caso do Ramón, acho que ums dos motivos da família ter gostado do filme é que eles se sentiram respeitados.

A Igreja criticou muito o longa na Espanha. O que vc achou dessa reação?
Como cidadão espanhol, eu sempre vi Ramón como uma figura importante para a maturidade nacional. Acho que a reação da Igreja foi muito fanática, mas acabou tendo um lado bom, que foi o de fazer com que as pessoas começassem a opinar mais abertamente sobre o filme. A eutanásia é um assunto muito delicado, por isso já sabíamos que ia gerar controvérsia. E eu fico feliz que isso aconteça, porque é bom para a "vida" do longa.

Você é considerado um dos melhores atores espanhóis na atualidade, já foi indicado e recebeu vários prêmios, mas ainda não aparece muito nas produções de Hollywood. Depois de sua pequena participação em Colateral, vc pensa em fazer outros filmes hollywoodianos?
Eu só faço um filme se o roteiro e o papel forem muito bons. Sempre procuro por bom material, por um papel que eu consiga melhorar como ator e como pessoa. Gosto de ser desafiado de alguma maneira. Colateral me atraiu por três motivos: o primeiro foi o personagem, que não pode nem ser considerado um papel de tão pequena que foi a participação; o segundo foi a oportunidade de trabalhar com Michael Mann, que é um ótimo diretor; e o terceiro foi que eles me pagaram por quatro horas de trabalho o mesmo que eu ganhei para fazer todo o filme Mar Adentro. Sou um ator, estou no mercado e tenho um preço. Se eu puder escolher os filmes que vou fazer, muito bem. Mas isso está se tornando cada vez mais difícil.

Sua atuação em Mar Adentro stá sendo muito elogiada, e os críticos apostam em uma indicação sua para melhor ator no Oscar. O que isso mudaria na sua vida?
As indicaçãoes e os prêmios o colocam em um patamar em que, supostamente, você pode escolher mais, mas isso não é verdade. Recebi muitos convites depois de Antes do Anoitecer, mas não tantos quanto as pessoas pensam e especialmente papéis não tão bons. Eu quero continuar interpretando seres humanos, personagens ícones e profundos, e em Hollywood a maioria dos filmes é simples e chata.

Qual foi a grande conquista até agora em sua carreira? O que ainda gostaria de fazer?
A minha grande conquista é ter um emprego. Tenho muitos amigos talentosos que estão desempregados. Hoje em dia é muito difícil você conseguir fazer o que gosta e ainda receber por isso. Eu também tive muita sorte na minha carreira de poder trabalhar com ótimos diretores, como Alejandro Amenábar, Fernando León e Bigas Luna. Todos ele me deram excelentes papéis. Para o futuro, quero continuar fazendo personagens diferentes, que me dêem cada vez mais maturidade.

Que tipo de longa você gosta de assistir?
Admiro diretores como Ken Loach e Mike Leigh. Acho O Poderoso Chefão uma obra de arte. Não creio em Deus, mas acredito em Al Pacino. Ele é o meu Deus. Estou morrendo de vontade de ver o último filme dele, O Mercador de Veneza. Mas no geral, gosto de assistir a qualquer tipo de filme. Gostei bastante da trilogia O Senhor dos Anéis, por exemplo, mas não sei se gostaria de atuar em um filme assim. É como em uma corrida de carro, você assiste, mas isso não significa que você queira participar. Um dos melhores longas que vi em 2004 foi Sideways. É muito inteligente e tem performances sutis e brilhantes. É um filme muito bonito.


E foi essa a indicação de hoje. Vocês viram que Nóis de cá e Nóis de lá vimos e aprovamos, então todos têm motivos em dobro para conferir o firme, hein?
E aproveitando a deixa, indico também o filme Antes do Anoitecer que o Bardem citou várias vezes nessa entrevista. Além do show que ele dá nesse filme, tem uma participação do Johnny Depp fazendo um papel duplo!!! Um militar (acho que era militar, não lembro) e um travesti (muito engraçado!!).

Fonte: Revista SET.


AGOOOOORA ACABOU!!!!


 Escrito por Thiago Matheus às 01h57
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Quem somos Nóis?

Bruno Comitre
Carmem Soares
Daniela Carolina
Daniela Martins
Dara Sabino
Frederico Tomasello
Jaqueline Putrich
Juliana Gomes
Leandro Caldarelli
Marina Gonsales
Thiago Matheus

Montagem Atual

Peça: O Feitiço
Direção: Fernando Neves
Texto: Oduvaldo Vianna (Adaptação de Fernando Neves)
Elenco: Todo o grupo
Apresentações: 5, 6 e 7 de Dezembro de 2005 no Teatro Ruth Escobar (Sala Gil Vicente)
Horários: A definir

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